terça-feira, 28 de março de 2017

Ensopado de Batata Doce


Este prato teve como inspiração  um programa da Rita Lobo, Cozinha Prática. Substitui um ingrediente  (iogurte) pela linguiça Blumenau.

Ingredientes
- 5 batatas-doces (cerca de 1 kg)
- 1 cebola
- 3 dentes de alho
- 1/2 colher (sopa) de gengibre ralado
- 1 colher (sopa) de extrato de tomate
- 2 colheres (chá) de curry
- 1 pimenta dedo-de-moça
- 2 colheres (sopa) de azeite
- 2 1/2 xícaras (chá) de água
- 4 folhas de couve
- 1 Linguiça tipo Blumenau sem pele
- sal a gosto

Modo de preparo
1) Faça o pré-preparo:
- descasque e corte as batatas em cubos grandes; transfira para uma tigela e cubra com a água para não escurecer;
- descasque e pique fino a cebola e o alho;
- lave, seque e rasgue as folhas de couve com as mãos ou pique em chifonade (tiras finas)
- lave, seque, descarte as sementes e corte a pimenta-dedo-de-moça em fatias finas.
- retire a pele da linguiça Blumenau
  Lave as mãos para que não fiquem ardendo!

2) Leve uma panela média ao fogo médio. Quando aquecer, regue com o azeite, adicione a cebola e a linguiça, tempere com uma pitada de sal e refogue por cerca de 5 minutos, até começar a dourar.
3) Acrescente o alho, o extrato de tomate, o curry, a pimenta e o gengibre e mexa por 2 minutos.
4) Junte as batatas com a água, misture para incorporar os sabores do refogado e deixe cozinhar em fogo médio até ferver.
5) Diminua o fogo e deixe cozinhar por mais 30 minutos, até a batata ficar macia.
6) Transfira uma concha do caldo com pedaços de batata para um prato fundo e amasse com um garfo.
7) Volte o caldo para a panela e deixe cozinhar por mais 2 minutos para engrossar.
8) Desligue o fogo e misture as folhas de couve - elas cozinham com o calor do caldo.

9) Tempere com sal e sirva a seguir.

Segue o link da receita no site.

Linguiça Tipo Blumenau
Linguiça pura de suíno, defumada e temperada com alho
Assim como alguns produtos são lembrados pelo nome de uma marca, outros carregam a cultura de um determinado local. A Linguiça Blumenau, por exemplo, é considerada um ícone gastronômico do Vale do Itajaí. A iguaria, que já conquistou todo o Brasil, chegou à região através dos imigrantes alemães. A necessidade de manter a carne conservada por mais tempo fez com que eles começassem a produzir a linguiça, baseados nos modelos consumidos na Europa.


O clima da região e o processo de defumação artesanal deixaram o produto com a cara do Vale Europeu. Como na época Pomerode fazia parte do distrito de Blumenau, os visitantes de outras cidades sempre pediam ‘a linguiça de Blumenau’ e por isso ela foi batizada com o nome do município, em forma de homenagem.


sábado, 25 de fevereiro de 2017

Como Fazer o Bife Wellington - Post II de II



Atualizado em Fev 2017
Neste Post irei colocar a receita do Bife Wellington ou também chamado de Mignon à Wellington, a qual explanei sua história em 15 de julho. Esta receita é mais simples, demanda de tempo, e barata, pois não leva cogumelos e presunto de Parma. Para a receita original, colocarei um atalho no final.
Abaixo do atalho para vídeo coloquei mais algumas fotos atualizadas.
Refiz o prato com copa lombo de porco.
Ingredientes
- 1 peça de filé mignon – aprox 1 kg
- 2 colheres de mostarda – com variação para Dijon
- 2 colheres de sopa de óleo
- 1 pacote de massa folhada laminada (300g)
- 1 gema de ovo
- sal e pimenta a gosto
Irá precisar ainda de pincel, papel toalha,  filme plástico, rolo e trigo.
Como fazer o Bife Wellington
1- Em uma tigela, tempere o filé Mignon com sal, pimenta e mostarda.
2- Cubra com filme plástico e leve a geladeira por cerca de 1 hora para marinar (tomar gosto)
3- Em uma frigideira grande aqueça bem o óleo e sele a carne (dourar), evitando espetar com o garfo, para que o sangue não saia.
4- Após retire a carne da frigideira e enrole num papel toalha e leve a geladeira por 15 a 20 min. Com isso a carne para seu cozimento interno, e irá facilitar o ponto “crocante” da massa folhada.
5- Desenrole a massa folhada, e se for o caso com rolo e farinha abra mais um pouco, a fim de ficar mais fina. Coloque o filé no centro e enrole a carne. Neste ponto podemos ter 2 variações.
1ª Variação - Com uma faca, faça tiras laterais de 3 cm de largura e inicie uma trança por sobre a carne. Intercale as tiras para melhorar a apresentação.
2ª Variação - Cubra a carne por inteiro e com aparas da massa folhada, coloque sobre a peça por inteiro.
6- Pré- aqueça o forno médio alto (200°C).
7- Pincele a trouxa de carne com a gema.
8- Leve ao forno por cerca de 40 minutos ou até dourar a massa. SIRVA.

Agora veja como o chef Claude Troisgros preparou esta receita no Programa Que Maravilha!.


Algumas fotos com observações. Fotos de Fev 2017.
Massa folhada utilizada

Porco selado na manteiga de garrafa + sabor

Carne utilizada




Massa trançada pincelada com ovo


Cuidado com o ponto


SE VOCÊ GOSTOU DESTE PRATO....

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Camarão na abóbora japonesa



Atualizado em Fev 2017 - preparo da abóbora

Prato simples de se preparar, e mesmo assim é refinado. Demanda um pouco de tempo para a preparação da abóbora japonesa. Geralmente não sobra nada. Uma variação da moranga há quem diga que fica mais doce.
Nesta atualização achei o método do preparo da abóbora mais simples e prático. Confira na foto.

Ingredientes
- 1 abóbora japonesa média
- 1 copo de requeijão
- 1 kg de camarão limpo, temperado com sal e limão
- azeite para dourar e untar
- 2 cebolas picadas
- 1 dente de alho picado
- 3 tomates sem pele e semente
- ½ pimenta vermelha picada e sem sementes
- 200 ml de leite coco
- cheiro verde a gosto
- 1 lata/caixa de creme de leite
- 1 colher de maisena, para engrossar o molho, diluída no leite de coco
- queijo parmesão ralado na hora para gratinar (opcional)

Como fazer
Preparo da moranga 1
1) Corte uma tampa na abóbora japonesa e todas as sementes internas
2) Em uma panela grande, com água, coloque a abóbora japonesa para cozinhar até que fique levemente macia (espete um garfo para verificar)
3) Retire da água e deixe escorrer de cabeça para baixo para retirar o excesso de água
4) Passe o requeijão na parte interna da abóbora japonesa, e azeite na externa para dar brilho.

Atualização - Fev 2017
Preparo da moranga 2
1) Corte uma tampa na abóbora japonesa e todas as sementes internas
2) Em uma leiteira, com água, coloque a abóbora japonesa de ponta cabeça forrada com um aluminio (furado no meio para passar o vapor) para cozinhar até que fique levemente macia (espete um garfo para verificar).
3) Retire da água e deixe escorrer de cabeça para baixo para retirar o excesso de água
4) Passe o requeijão na parte interna da abóbora japonesa, e azeite na externa para dar brilho.

Preparo do molho de camarão
1) Doure a cebola no azeite e acrescente o alho.
2) Junte o camarão e refogue até que ele fique rosado
3) Adicione os tomates, a pimenta, o leite de coco e a maisena diluída
4) Cozinhe por alguns minutos. Desligue o fogo e junte o creme de leite. Mexa bem.
5) Coloque o refogado na abóbora japonesa.
6) Leve a moranga ao forno para esquentar ou gratinar, caso queira polvilhar queijo ralado.
Se gostou deste Post

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Pimentão Recheado com ricota e ervas.


Continuação da postagem anterior, desta vez a receita era da Revista de Janeiro de 2016. Neste Blog existe outro tipo de preparo contudo feito na churrasqueira.

INGREDIENTES:
- 3 pimentões vermelhos e/ou amarelos (médios ou grandes)
- 1 peça de ricota (cerca de 400g)
- 1/2 xícara de chá de castanhas ou amêndoas
- 4 colheres de sopa de azeite (ou manteiga de garrafa)
- 1/2 maço de cheiro verde
- 1 pitada de noz-moscada (ralada na hora fica melhor)
- Sal a gosto
Eu ainda adicionei (limpeza de geladeira)
- queijo catupiry que sobrou daquela postagem do Camarão ao catupiry
- queijo ralado, também da mesma receita
Observação: os pratos em casa faço em sequência porém as postagens são programadas, geralmente quartas e sábados. Os produtos estavam dentro do prazo de validade e bem conservados.

MODO DE PREPARO:
1) Em uma tigela, misture a ricota esfarelada, o cheiro verde, as castanhas, o azeite, a noz moscada e o sal (catupiry se for o caso). Reserve.
2) Corte os pimentões ao meio e retire as sementes com cuidado para não furar. Quando comprar observar aqueles que ao serem cortados ficarão de pé em ambos os lados.
3) Recheie cada um com a mistura da ricota.
4) Leve ao forno pré aquecido em temperatura média por cerca de 20 minutos ou até que fiquem macios. Aos 10 minutos coloque o queijo ralado (opcional).

5) Sirva-os quentes ou frios. 

sábado, 28 de janeiro de 2017

Maminha de vitela com molho de hortelã



Esta receita veio com a revista Wine do mês de janeiro.
Ao ler resolvi experimentar pois tenho na horta da casa da bisa uma boa quantidade de hortelã e no freezer tinha uma maminha congelada com vencimento próximo. Convidei alguns familiares para cobaias.
E ainda folheando revistas antigas achei uma seria ideal para servir como entrada ou salada de acompanhamento: Pimentão Recheado com ricota e ervas.
Como de costume dividi em duas postagens, sendo a primeira a carne e depois o pimentão.

MAMINHA
Também conhecida como ponta de alcatra, sendo chamado de colita de cuadril (espanhol), aiguillette baronne (francês) ou tail of round (inglês).
Parte mais macia da alcatra, é suculenta e tem sabor suave. É boa para assados, churrasco ou na grelha, carnes de panela ou bifes servidos bem passados, pois tem maior teor de gordura. Deve ser cortada de forma correta, ou seja, contra as fibras, para acentuar sua maciez e sabor.

INGREDIENTES
- peça de maminha de 1,5 kg
- 3 dentes de alho picados
- 1 colher (chá) de tomilho
- 1 xícara (chá) de hortelã picado
- 2 folhas de louro
- 2 xícaras de água
- 3 colheres (sopa) de azeite
- 1 colher (sopa) de molho inglês ( ou mais conforme o gosto)
- ¾ de xícara (chá) de azeite
- ¼ de xícara (chá) de suco de limão
- Sal e pimenta-do-reino a gosto

MODO DE PREPARO
1) Em uma tigela, tempere a maminha com molho inglês,alho, sal, pimenta-do-reino, tomilho e louro (este preparo pode ser de véspera para marinar).
2) Coloque a maminha em uma assadeira.
3) Regue com ¼ de xícara de azeite, coloque a água e cubra com o papel alumínio.
4) Leve ao forno pré aquecido a 180°C, por cerca de 30 minutos.
5) Retire o papel e deixe dourar de 10 a 15 minutos.
6) Fatiar e servir

Molho de hortelã
1) Misture a hortelã bem picada com o azeite restante e o suco de limão em uma tigela.
2) Sirva a maminha fatiada regada com o molho de hortelã.

Dica

- Do molho da assadeira que sobrar pode-se fazer um bom pirão.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Cambucá



Mais uma postagem da Série Vida na Roça. 
Esta demorou porque estava  aguardando a floração e os frutos do Cambucá. Árvore centenária e nativa que existe na casa da Bisa.
Em volta já teve galinheiro, viveiros com faisões, casa de boneca e hoje, existem bromélias e framboesas silvestres. 
Pela sua idade, chuvas  e ventos fortes da região, associado ao solo úmido permanece escorada, mas produzindo frutos saborosos para consumo e alimentação da fauna (maior parte).

NOME INDIGENA: CAMBUCÁ vem do tupi-guarani e significa “fruta de mamar ou chupar” porque a polpa precisa ser sugada da casca. Também recebe o nome de Cambucaba, Cambricó e Cambicá.

ORIGEM: endêmica da região da mata Atlântica litorânea dos estados da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina. A planta é rara mesmo na natureza e ocorre apenas nas várzeas aluviais e encostas úmidas quase que exclusivamente no interior da mata preservada.

CARACTERÍSTICAS: árvore bela e frondosa que atinge 5 a 10 metros quando cultivada e até 20 metros na floresta primaria. A copa é arredondada ou cônica quando jovem, tornando mais ampla a medida que envelhece, mantendo-se sempre densa. O troco é liso com 25 a 40 cm de diâmetro e geralmente bifurca-se desde o solo, com casca descamando-se em placas finas e irregulares, exibindo a coloração creme acinzentado ou avermelhada. As folhas são simples e opostas, oblongas (mais longa que larga) e lanceolada (com forma de lança) no ápice e obtusa (arredondada) ou aguda na base, com pecíolo de 5 a 9 mm de comprimento. A lamina foliar mede de 6,5 a 12 cm de comprimento por 3,5 cm de largura. As flores nascem aglomeradas nos nós dos ramos em grupos de 3 a 8 flores, que quando abertas medem 1,2 cm de diâmetro e tem simetria radial, ou seja, em planos divididos, representados por cálice (invólucro externo) com 5 sépalas unidas e corola (invólucro interno) com 5 pétalas brancas, obovadas e livres com 0,7 mm de comprimento. O fruto é uma baga subglobosa, medindo 3 a 6 cm de diâmetro por 2 a 3 cm de altura com peso de 20 a 36 gramas. A polpa é amarela alaranjada e perfaz 50% do fruto, esta é doce e acidulada e envolve 1 ou 2 sementes roxas de 2 a 2,5 cm um pouco achatada.


USOS: Frutifica nos meses de Janeiro a Março. Os frutos tem sabor que lembra o mamão papaia e a manga juntos, sendo ideais para o consumo in-natura. A árvore tem belo efeito ornamental por causa da copa densa e piramidal. As flores são apícolas e essa espécie não pode faltar em projetos de reflorestamentos permanentes, visando fornecer alimento para a fauna em geral.